Web Analytics – Métricas básicas

site_usageEntender as métricas básicas e suas definições dão uma perspectiva diferente para analisá-las.
Deve-se prestar mais atenção às seguintes:

  • Páginas Vistas (Pageviews) – As páginas só devem ser consideradas como vistas se estas forem totalmente mostradas aos visitantes, esta é uma das razões para se incluir as tags do Web Analytics no final da página. Outro motivo é caso a tag não consiga acessar o servidor se seu Web Analytics ou se ela estiver errada, isso pode gerar um erro e comprometer toda a programação Java que esteja na página.
  • Visita/Sessão (Visits/Sessions) – É contabilizada uma visita sempre que um visitante chega ao seu site. Esta visita se mantém até que ele finalize o browser, ou saia do site, ou ainda se ficar mais de 30 minutos sem nenhuma atividade. Nos Web Analytics que utilizam cookies de sessão, mesmo que o visitante retorne em menos de 30 minutos, esta será considerada uma nova visita. O mesmo não acontece com as ferramentas que contabilizam as visitas ou sessões através do user-agent (browser + sistema operacional) ou do IP, no caso das mais antigas.
  • Duração da Visita (Time Spent/Average Time) – As ferramentas de Web Analytics calculam o tempo de duração da visita da seguinte forma:
        Duração da Visita = Horário da última página vista – Horário da primeira página vista
    Como a última página não tem uma posterior para se calcular este horário, o tempo de permanência do visitante na última página vista é descartado.
    Exemplo: Se um visitante entra num blog, permanece 10 minutos lendo um texto e sai, este tempo não será contabilizado.
  • Taxa de Rejeição/Abandono (Bounce Rate) – Acontece sempre que o visitante entra no site, vê uma única página e sai. Esta situação é particularmente normal em Blogs, onde o visitante lê o último post e sai. Conforme explicado acima em “Duração da Visita”, todas as visitas com Bounce tem sua duração igual a zero.
  • Eventos (Events) – Antes do “boom” da Web 2.0, a métrica de interação do visitante com o site era a página vista (page view), mas com  o aparecimento de aplicativos, que permitem a interação com o visitante sem que isso signifique mudança da página, foi necessário a criação de uma métrica que refletisse esta interação, este é o evento.
  • Visitante Único (Unique Visitor) – Também conhecido como Browser Único (Unique Browser), termo tecnicamente mais preciso, porém menos utilizado no mercado.
    Esta métrica é das mais complicadas pois tem várias nuances. A primeira delas é que se o mesmo visitante acessar um site através de diversos browsers, é considerada como sendo um visitante diferente. Outro problema é que normalmente um computador é utilizado por várias pessoas na mesma casa, serviço ou em lan houses, neste caso todas as pessoas que acessam um mesmo site de um mesmo computador serão consideradas como um mesmo visitante único. Outro fato que afeta esta métrica é quando se apagam os cookies, uma vez que é o que define se o visitante já veio ao site e se é o mesmo (browser). Pesquisas realizadas nos EUA chegaram a valores acima de 30% de usuários que apagam seus cookies regularmente, fazendo com que o número de visitantes únicos aumente nestes casos.
  • Visitante Novo (New Visitor) – Indica a quantidade de visitantes que visitam o site pela primeira vez. Esta métrica é afetada quando os visitantes apagam os cookies do computador, pois mesmo que já tenham acessado o site, essa informação é perdida, uma vez que é o cookie o responsável por esta indicação.

O conhecimento das métricas é importante para que se possa analisar corretamente o comportamento do visitante, por isso foram destacadas as que mais criam discussões e dúvidas entre os profissionais da área.

Até o próximo post.

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Tive o prazer de conversar, mesmo que por email, com o Sr. Gian Fulgoni – chairman e co-fundador da comScore – que estará no Brasil para palestrar no Digital Age neste mês. Dono de um arsenal de números, dados e informações sobre o que ocorre com os sites ao redor do mundo, ele tem em suas mãos informações que mostra com muita clareza como poderá ser a web no futuro. Segue um resumo de nossa conversa.

Defensor que o anunciante necessita parar de se preocupar com taxas de cliques em publicidade digital, ele afirma que a efetividade das campanhas online deve ter uma visão de longo prazo, já que estas taxas nos dão uma avaliação direta do trabalho com determinado veiculo e não com a visão de criação da marca. Mesmo sabendo que as empresas buscam a internet como um veículo de resposta rápida, ele critica esta visão, pois nada contribui para a construção da marca afirmando que a internet não é diferente da TV ou do rádio para a criação de marca além de trabalhar a resposta direta da campanha. Os profissionais já entenderam como ter uma resposta direta a uma campanha, chegou à hora de trabalhar também a criação de marca, para isso é preciso ter uma visão de longo prazo e paciência. Não há duvida que o último clique de uma busca funciona para a compra, mas não levar em conta todo o processo mental do consumidor é ignorar todas as outras influência que leva esta pessoa a comprar. Quando uma pessoa inicia uma busca, ela já esta impregnada com o impacto de diversos meios de comunicação que estão presentes em sua vida, nesta hora já a uma imagem, uma percepção, um valor que leva o consumidor a realizar a busca. Hoje é muito comum analisarmos nossas campanhas por conversão, essa é uma maneira de mostrar aos anunciantes o potencial da rede, trabalhando nossos serviços de Web Analytics podemos mostrar todo o trajeto em um funil de vendas até a compra de um bem. Porém mesmo assim não analisamos todo o esforço de marketing realizado que foi feito para que a pessoa chegue ao seu site.

Para convencer os anunciantes precisamos mostrar que a mídia digital oferece tanto ou mais ROI que as demais mídias, esta é a melhor forma de convencê-los de colocar mais dinheiro na web. Se separarmos o trabalho de publicidade em dois grandes grupos como “Resposta Direta” e “Construção de Marca”, vemos que a internet é muito mais relacionada a campanhas de resposta direta e muito pouco se tem feito na construção da marca pela web, porque não conseguimos vender campanhas de construção de marca na web? O grande vilão pode ser a forma como colocamos o clique como uma medida de desempenho da campanha, assim se temos uma campanha de construção de marca, ficamos órfãos.

Para mostrarmos o outro lado da moeda para os anunciantes, devemos criar métricas adequadas para que possamos mostrar a capacidade da internet trabalhar as campanhas de marcas das empresas. Para ele, a medição como é realizada hoje deve levar em consideração aquilo que já usamos há décadas o GRP que deve ser usado como uma métrica comum as outras mídias, os anunciantes precisam saber quantas pessoas foram expostas a mensagem publicitária e quantas vezes isso ocorreu. Um único clique não conta toda a história. As pessoas expostas a estas campanhas, mesmo não clicando nestas peças, têm uma probabilidade maior de visitar o site do anunciante, de fazer um search, de visitar uma loja física e efetuar a compra tanto na loja física como na loja digital. Hoje a comScore possibilita aos seus clientes uma análise sobre o comportamento dos seus panelistas que viram uma campanha versus o comportamento de quem não viu. As pessoas expostas à campanha tiveram um aumento significante na visita ao site da empresa, nas buscas de palavras chaves e mesmo nas vendas da marca anunciada.

Se a indústria for além do clique,

o futuro da publicidade on-line poderá ser brilhante.

Outras métricas vitais que temos que trazer do mundo off-line é a alcance e freqüência, pois são importantes ferramentas para o planejamento e análise de mídia, já que os anunciantes têm usado estas métricas há décadas. Elas mostram ao anunciante quantas pessoas foram impactadas e quantas vezes isso aconteceu, medindo o sucesso de um planejamento na construção de uma marca. Além do simulador de “Alcance e Freqüência” que a comScore oferece há anos, recentemente a comScore lançou um novo trabalho junto a “Microsoft Advertising” para prover as agências e anunciantes uma ferramenta de análise baseada em seus painéis e nos dados do Ad´Server Atlas, o que auxilia ainda mais os planejadores de mídia de mais de 200 diferentes agências que a comScore trabalha mundialmente, e que tem mostrado o potencial impacto e resultado aos seus anunciantes.

O futuro da mídia digital esta na mesa, crescer nossa participação envolve mostrar que também podemos trabalhar campanhas de marca tanto quanto qualquer meio.

Gian Fulgoni é o chairman e co-fundador da comScore, considerado como um dos empresários mais respeitáveis no meio digital, realiza palestras nas áreas de publicidade, e-commerce e tendências digitais E será um dos palestrantes convidados para o Digital Age 2.0 que será realizado em São Paulo.

Até o próximo post!

Os participantes do grupo de discussão webanalytics_brasil do Yahoo Grupo, que conta hoje com 900 profissionais, esta lançando pelo segundo ano consecutivo o eBook – Web Analytics uma visão brasileira II.

O livro é uma maneira do grupo disseminar o conhecimento na área de métricas digitais, fortalecendo e ampliando este mercado que esta em plena expansão em todo o mundo.

O projeto, que começou no ano passado com o lançamento do primeiro volume, foi idealizado e organizado por Ruy Carneiro, sócio-diretor da WA Consulting, contou com o apoio de profissionais como Rodrigo Vale, responsável pelo Google Analytics no Brasil, Miguel Dorneles da Fox, Priscila Gonçalves da Mail Sender, André Folli, Leonardo Naressi, Vinicius Tsugi da Direct Performance, Gustavo Loureiro do site Marketeando, Celso Hora , Marcus Giuntini e Daniella Morier da Avantare, Juliana Varnum da Aunica, Douglas Tokuno, André Fatala e Clecia Simões da Predicta, Gerson Ribeiro do iG, Fabio Figueiredo e Ruy Carneiro.

Depois da participação de Jim Stern no primeiro volume, este ano a participação especial na introdução do livro ficou a cargo de Eric Peterson, um dos papas da área de métricas.

O eBook é gratuito e pode ser feito o download pelos sites das empresas participantes, no site do grupo de discussão de web analytics no Yahoo!, no site do IAB e nos blogs dos parceiros e amigos que auxiliam a divulgar esta área que cresce cada vez mais no país.

O projeto gráfico do livro ficou a cargo da Magica – Inovação Criativa, e teve apoio do IAB Brasil, Arizona e Leonardo Naressi.

Capítulos do eBook:

  • Apresentação – Eric Peterson
  • Qual é a maturidade de sua empresa na área de métricas? – Ruy Carneiro
  • Inteligência Competitiva na Internet – Fabio Figueiredo
  • Web Analytics – Analisando os números e gerando resultados – Gerson Ribeiro
  • A evolução das métricas de e-commerce: de meras verificadoras de resultados a impulsionadora de vendas – Douglas Tokuno, André Fatala e Clecia Simões
  • Cases de Web Analytics – Eficiência e Eficácia – Juliana Varnum Carvalho
  • Como lidar com múltiplos objetivos e cenários em ações integradas de marketing – Marcos Giuntini e Daniella Morier
  • A importância do serviço de web analytics em projetos de otimização de sites – SEO – Celso Campos Hora
  • KPI´s para ações em SEM – Gustavo Loureiro
  • Teoria e prática das métricas de engajamento – André Folli, Leonardo Naressi e Vinicius Tsugi
  • Vídeo On-line: Além do Alcance e Freqüência – Miguel Dorneles
  • E-mail marketing: o marketing do e-mail – Priscila Gonçalves
  • Índices para Mensuração de Campanhas de Branding – Rodrigo de Freitas Vale

Faça o download do ebook aqui.

Até o próximo post!

Ontem a Forrester lançou o conhecido estudo que faz um comparativo entre os principais Web Analytics do mercado. Conhecido como Forrester Wave: Web Analytics, Q3 2009 era esperado pelo mercado já que sua última versão havia sido em 2007. Neste estudo foram analisados os seguintes softwares:

AT Internet – XiTi Analyser II – Versão 7.5

Coremetrics – Coremetrics Analytics 2009

Google – Google Analytics 2009

Nedstat – Sitestat – Versão 7.40.0046

Omniture – Omniture SiteCatalyst – Versão 14.5

Unica – Única Affinium NetInsight – Versão 7.6

WebTrends – WebTrends – Versão 8.7

Yahoo! – Yahoo! Web Analytics – Versão 9.5

Na análise realizada, 5 empresas alcançaram a posição de “Leader”, mostrando inovação e visão de mercado. Entre estas empresas estão Omniture, Coremetrics, Unica, WebTrends e Nedstat. Na posição de “Strong Performance” esta o Google Analytics, isto mostra a melhoria que o Google apresentou ao seu serviço nos últimos tempos, já que em 2007 ele estava na categoria “Bets Contenders”, que este ano ficou com a AT Internet e com o Yahoo!.

Porque tão poucos serviços são analisados? É que a Forrester usa uma nota de corte para escolher as empresas baseado na quantidade de clientes e se a empresa tem vendas acima de US$ 10 milhões.

Esta análise se baseia na comparação de três áreas:

“Current Offering” – onde são analisados a manipulação dos dados, métricas, dimensões e correlações, reportes e análises, integração e serviço e suporte;

“Strategy” – onde são analisados a estratégia do produto, a estratégia corporativa, o custo e os clientes mais importantes;

“Market presence – finanças da empresa e base instalada.

Até o próximo post!

Teste A/B e Multivariável

Em um mercado em constante mudança como o mercado de internet com mudanças tecnológicas e de comportamento das pessoas, é comum os profissionais de marketing ter uma quantidade enorme de idéias de como reagir a estas mudanças. Mas como saber qual a melhor maneira de fazê-lo? Qual a idéia que melhor se adéqua a um público específico? Qual o custo de errarmos? Como podemos melhorar a conversão de nosso site? Com estas dúvidas na mente de seus clientes, é que as empresas de Web Analytics entraram em um novo nicho, o de testes.

A WebTrends entrou neste mercado em dezembro de 2006 com a compra da ClickShift. Em setembro de 2007, por US$ 65 milhões, a Omniture adquiriu uma das líderes do mercado de testes A/B e multivariável, a Offermatica. Google criou o serviço Google Website Optimizer, que pode ser facilmente integrado ao Google Analytics. Além de outras soluções que continuam independentes como o SiteSpect.

Mas antes de usar esta ou qualquer um destes serviços, alguns devemos ter em mente alguns pontos:

·         Comece simples, tanto tecnicamente como projetos de fácil implementação

·         Planeje o que você irá fazer

          o   Objetivo – A hipótese que será testada

                             §  Qual email terá mais conversão?

                            §  Qual banner terá mais clique

                            §  Qual elemento devo mudar em minha página de entrada para gerar mais conversão?

                            §  Qual a variação de preço que devo usar e qual o potencial de compra desta oferta?

          o   Métricas que serão utilizadas

                            §  Taxa de conversão

                            §  Taxa de clique

          o   Sistema de Mensuração

                            §  Web Analytics

                            §  Ad´Server

          o   Período do Teste

          o   Métricas para referência

                            §  Quantidade atual de conversão

                            §  Média de cliques nas últimas campanhas

          o   Como será a análise estatística

          o   Tarefas a serem executadas e responsáveis

Agora é mãos a obra e ver os resultados?

Até o próximo post!