Há muito a internet deixou de ser uma mídia de nicho, no Brasil somos mais de 60 milhões de pessoas que acessam a internet de seus lares, no trabalho, em lan-houses, na escola ou pelo celular. Estas pessoas conectadas estão lendo noticias, jogando, assistindo vídeos, escutando musicas, comprando e se relacionando com nossas marcas. E o que as empresas, donas destas marcas, estão fazendo? Procurando atrair as pessoas para seus sites ou comunidades através de campanhas mais marcantes, se posicionando em sites de busca, melhorando o visual de seus sites e procurando conversar com estas pessoas nas redes sociais.
Mas o que realmente funciona e onde devemos investir nossos recursos para ter um retorno melhor para nossas marcas? Aqui é que entra o ecossistema de métricas que chamamos de Web Analytics, e aqui não falo somente das ferramentas como o Google Analytics, Omniture, AT Internet, Coremetrics, WebTrends, ou qualquer outra, mas sim de todo o complexo mundo de medição e pesquisa que tivemos que criar para entender todas as pessoas que se relacionam com nossas empresas. Deixar de nos preocuparmos se a quantidade de visitantes aumentou ou se o tempo de permanência no site diminuiu, e sim ir além disso, procurando entender as nuances de cada tipo de público que queremos ter contato.
O que se vê hoje é uma preocupação com a aquisição de novos “visitantes” para que possamos conversar, não nos incomodando se é o público que queremos, se eles estão contentes com a experiência que tiveram com nossos web sites, se nossos processos facilitam ou não a vida destas pessoas, ou mesmo se estamos investindo nossos recursos nos locais certos e se estamos tendo retorno sobre este investimento feito. É como organizarmos uma festa e nos preocuparmos em chamar o maior numero de pessoas, sem nos arrumarmos para ter bebida, comida e lugar para todos, alguns, se não muitos, irão sair descontentes desta experiência e, sem dúvida, irão comentar isso com outras pessoas. Pronto, a marca, que por tantos anos fizemos um trabalho excepcional para estar na mente e no coração de nossos clientes, esta por um fio. E isso vale não somente para empresas que lidam com o consumidor final, mas também para organizações governamentais, organizações não-governamentais ou mesmo para empresas que se relacionam com outras empresas (B2B), afinal estes relacionamentos são feito por pessoas em nome de seus empregadores.
Mas o que temos nas mãos para que possamos melhorar nossos processos, entender nossos clientes e melhorar o retorno do investimento realizado? Temos um arsenal de serviços que podem nos auxiliar nesta tarefa cada dia mais difícil que é manter a sintonia com o comportamento do nosso consumidor que muda em períodos cada vez mais curtos. Este arsenal conta com Pesquisas de painel como IBOPE Nielsen Online, comScore, AdPlanner e a HitWise; serviços de Ad´Serving, como Open AdStream, Atlas, Unicast, Google Double Click, Google Ad Manager, EyeBlaster ou AdMotion, que nos mostra como esta a nossa campanha de divulgação; serviços que acompanham nossas campanhas nos buscadores, como os fornecidos pelo Google, Yahoo, pelos próprios fornecedores de SW de Web Analytics, entre outros; e temos serviços de pesquisa que nos mostram o que ocorre com nossas marcas nas mídias sociais. Tudo isso somente para entendermos o que ocorre com os nossos clientes e nossa marca antes mesmo de uma visita ao nosso site.
Entender o que se passa em nosso site é outra história, mas estão intimamente relacionadas com a fase de aquisição, é entender mais do que a quantidade de páginas vistas, numero de visitantes ou métricas isoladas que não consegue nos mostrar uma visão que nos permita melhorar continuamente. Entender se estamos trazendo um público qualificado, o público que realmente queremos ter contato, e o que o motiva a nos procurar é somente o primeiro ponto a ser trabalhado.
Até o próximo post!








Web Analytics: Uma Visão Brasileira