Ciclo de vida de um cliente

Quando fazemos a análise das métricas de um site, devemos ter em mente que é um processo, e como tal, não há um ponto final e sim um contínuo procedimento de medir, analisar os dados apresentados, testar novas soluções, aplicar as melhorias encontradas e começar tudo de novo.

métricas_ruy2Prova disso é a definição de web Analytics usada pela WAA (Web Analytics Association): “web Analytics é a medição, coleta, análise e a comunicação dos dados de internet com o propósito de compreender e otimizar o uso da web.”

Para essa análise, um dos processos utilizados busca entender o ciclo de vida dos nossos visitantes em relação ao nosso site. Esse processo é dividido em cinco fases:

Medindo alcance

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Métricas de alcance são usadas para entender os efeitos dos programas de marketing, para conseguir alcançar novos clientes e lembrar os antigos que ainda existimos. Esses números podem vir de várias fontes, como os adservers e sistemas de e-mail marketing.

Algumas métricas que podem ser analisadas são:

  • Abertura, taxa de rejeição e taxa de clique de e-mail. Determina a qualidade do esforço em email marketing;
  • Taxa de “bounce” de email. Indica necessidade de melhoria na base de dados de clientes;
    Impressões – mostra quantas vezes a campanha foi veiculada;
  • Taxa de cliques. Identifica quantas pessoas impactadas realmente se interessaram em visitar o site.

É interessante estudar essas taxas nos diversos veículos, canais dentro dos veículos e em cada palavra-chave para entender a performance de cada um deles.

Nessa análise é interessante verificar a performance atual com a de um período anterior para analisar a melhoria na condução das campanhas.

Medindo aquisição

Sem dúvida é mais fácil medir aquisição do que o alcance, já que essas métricas vêm somente de seu website. Esses números são importantes para ver de onde os clientes estão vindo e, combinada com métricas de conversão, possibilita verificar a qualidade desta aquisição.

  • Referrence. De onde vêm os visitantes;
  • Principais erros de acesso. Verificar os problemas que essas pessoas tiveram ao entrar no site;
  • Total de visitantes do site. Total de visitantes únicos;
  • Número de visitas. Indica quão bem está o trabalho de alcance e como está a aquisição de novos visitantes;
  • Número de novos visitantes. Indica as mudanças na audiência total;
  • Páginas de entrada. Por onde os visitantes entram (landing page);
  • Percentual de novos visitantes. Indica as mudanças na audiência total e como a publicidade está funcionando;
  • Média de visitas por visitante. Verifica se o consumo de conteúdo mantem-se e indiretamente mede a experiência do visitante;
  • Média de páginas por visita. Para entender as mudanças no comportamento que podem ocorrer ao atrair mais visitantes ao site;
  • Média de páginas por visitante. Mede o consumo além da página de entrada do site;
  • Custo por visitante. Quanto se investiu em marketing para atrair essas pessoas versus a quantidade de aquisições no período.

Medindo conversão

Aqui começamos a mostrar a importância do site para os visitantes, se estamos atraindo as pessoas certas e tendo o retorno do investimento. Quando falamos em conversão, não podemos deixar de lado a desistência dos consumidores em manter uma relação com a marca.

Algumas métricas e análises para medir a conversão:

  • Atividades. O que o nosso visitante fez antes da aquisição ou desistência e quais informações ele procurou;
  • Análise do funil de conversão. Quais os pontos em que nosso visitante desistiu de nosso site e qual o percentual final de conversão;
  • Taxa de conversão por campanha. Aqui é possível fazer ajustes finos na mensagem passada para o público, além de saber quais os veículos de mídia e canais trazem um público mais qualificado;
  • Custo de conversão. Análise do investimento realizado em campanhas e no próprio site contra a quantidade de pessoas convertidas;
  • ROI. Total das vendas pelo investimento total do site e das campanhas;
  • Percentagem de conversão para novos e antigos visitantes. Ajuda a entender melhor a efetividade das campanhas e programas de retenção de visitantes.

Essas informações mostram onde devemos fazer ajustes fino, seja nas campanhas, para atrair um público mais qualificado, ou para ajustes no próprio site.

É mais fazer esse tipo de análise em sites de comércio eletrônico já que a conversão se dá com a compra de um bem ou serviço. Se possível, faça a segmentação do seu público para ter mais detalhes do que funciona para um e outro grupo.

Medindo retenção e lealdade

Existem diversos motivos para julgar a retenção como uma das mais importantes métricas, principalmente porque manter os atuais clientes é mais barato que conseguir novos.

Alguns estudos mostram que custa de 5 a 10 vezes mais para atrair um cliente do que para retê-lo. Além disso, você tem somente de 20% a 40% de chance de conseguir que um cliente perdido retorne à sua empresa. Por isso retenção é a chave para o sucesso de uma empresa.

As métricas e análises que você pode usar:

  • Percentual de clientes que retornaram;
  • Percentual de clientes que retornam em relação a todos os visitantes;
  • Frequência de visitas dos clientes;
  • Frequência de visitas de clientes fiéis;
  • Visitas recentes;
  • Análise das atividades que fazem com que os visitantes retornem;
  • Páginas chave pesquisadas e conteúdos procurados dentro do site.

Conclusão

É importante saber que essas métricas e análises variam de empresa para empresa. Isso porque duas empresas não têm o mesmo objetivo estratégico, ou seja, essas análises são altamente dependentes do que a empresa quer de sua atuação digital.

Conforme já dito anteriormente, entender as fases do ciclo de vida de um cliente e suas motivações para interagir com a sua empresa é só o segundo passo do processo.

O trabalho é iniciado com a coleta dos dados. E no terceiro passo é onde são testadas as hipóteses levantadas na análise e, assim, poder melhorar e manter os clientes.

Até o próximo post!

- Este post também foi publicado no WebInsider.

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Uma nova facilidade do Google Analytics é a que permite que você faça anotações específicas para um determinado dia. Muito simples de usar, esta facilidade, já existente em vários Web Analytics, é interessante para que você possa ter um “bloco de memória” agregado aos seus gráficos quando estiver fazendo suas análises, trazendo mais inteligência para seus dados.

A idéia é colocar qualquer informação que saia do normal do seu site, mas não vale a pena colocar tudo o que ocorre com o site no período e sim o que pode influenciar, positiva ou negativamente, a visitação do seu site. Algumas idéias de notas podem ser:

  • Servidor fora do ar ou com problema
  • Inicio e fim de campanha
  • Criação de outra área do site ou hotsite
  • Redesign do site
  • Inauguração do novo site

Este é o vídeo que o Google disponibilizou sobre a nova facilidade:

Até o próximo post!

Google Analytics – Cookies

Os cookies são partes importantes da coleta de dados de qualquer Web Analytics baseado em “Pagging Tag”, trabalham em conjunto para conseguir identificar visitante único, tempo no site, entre outros dados. Para se ter uma idéia desta “parceria”, quando um browser possui uma configuração de segurança que não permite a gravação de nenhum tipo de cookie, o Google Analytics não consegur coletar os dados desta visita e portanto ela não será reportada nos seus relatórios.

O que são os cookies?

Cookies são pequenos arquivos de texto, 4095 bytes, que são trocados entre seu browser e o servidor web que você esta acessando. Sem estes arquivos, o servidor web, os ad´servers ou o web analytics não tem como diferenciar pessoas que já visitaram o site ou não, guardar informações da navegação do visitante tais como páginas que forma vistas, dados do browser utilizado, banners que foram vistos e quantas vezes os banners foram vistos, também servem para armazenar informações de preferência do visitante que podem ser usadas posteriormente para uso em “behavioral targetting”.

Devemos colocar aqui um alerta, os cookies não identificam pessoas, só armazenam dados de sua navegação. Outro ponto interessante a ser lembrado é que somente o dominio que gravou este cookie é que o pode ler, exemplo se um cookie é gravado quando o visitante vai ao site http://www.waconsulting.com.br, somente o domínio “waconsulting.com.br” pode ler os dados gravados nestes cookies e de mais nenhum outro domínio.

A RFC2109 especifica sobre como os browsers devem tratar os cookies, nela vemos que a quantidade minima de cookies que um browser deve suportar, apesar de alguns terem um suporte maior, são:

  • Total de cookies – 300 para todos os domínios visitados
  • Total de cookies por domínio – 20
Os cookies podem ser divididos de acordo com o tempo que se mantém ativos em:
  • Cookies de sessão – após 30 minutos de inatividade ou o fechamento do browser este tipo de cookie é apagado.
  • Cookie permanente – este tipo de cookie se mantém gravado mesmo após o término da sessão, apesar do nome eles permanecem ativos durante um tempo préviamente determinado pelo servidor que irá ler estes dados no futuro, vejam os exemplos abaixo quando estamos trabalhando com o Google Analytics.
Também são divididos de acordo com que dominio esta gravando estes cookies:
  • First Party Cookie – é o mais aceito pelos browsers em suas configurações de segurança, ele é gravado pelo dominio que você esta visitando.
  • Third Party Cookie – é quando outro dominio grava um cookie quando você esta visitando  um outro domínio. É usado pelos Ad´Servers, por exemplo, para  identificar quantas vezes você viu um determinado banner, mesmo este banner estando em vários dominios diferentes. Dependendo da configuração de segurança do seu browser, ele pode não ser gravado.
Os Cookies do Google
O Google Analytics trabalha com um conjunto de 6 cookies:
  • _utma – Identifica os visitantes únicos – Cada browser guarda um único cookie deste tipo com um ID unico que permite verificar se este visitante já esteve no site. Devemos alertar para duas situações, a primeira é que se mais de uma pessoa usar o mesmo PC o site irá identificar todos como sendo o mesmo visitante, e, no caso do visitantes utilizar vários browsers, este poderá ser identificado como visitantes diferentes, já que cada browser terá o seu grupo de cookies. Este cookie tem uma permanência de 2 anos após sua gravação.
  • _utmb e _utmc – Identificação da sessão – Trabalham em conjunto para identificar se é uma sessão nova, o inicio de uma sessão e o tempo total de visita. Sendo que a última página visitada, ou no caso de bounces a única página visitada, não tem o  seu tempo contabilizado pelo Google Analytics no tempo total de permanência na página. È através do _utmc que o Google Analytics verifica se o tempo de permanência em um site sem atividades passou de 30 minutos e inicia uma nova sessão (visita) se houver alguma atividade. O tempo de expiração destes cookies é de 30 minutos de inatividade ou caso o visitante feche o browser. Este tempo de 30 minutos pode ser alterado pelo pageTracker._setSessionTimeout(”tempo em segundos”), mas não recomendamos pois este é um tempo aceito internacionalmente.
  • _utmv – Identificação de segmento do visitante. Este cookie é gravado quando é encontrado você coloca na tag do Google o pageTracker._setVar(“segmento”) para que sua empresa possa criar uma segmentação para seus visitantes. Como no caso do _utma, este cookie permanece ativo por 2 anos após ser gravado.
  • _utmz – Identifica as variáveis de campanha. Ele é usado para gravar se o visitante veio direto para o site, se veio de um site com um link para o seu, de uma busca em um buscador ou de uma campanha criada pela empresa. Este cookie tem validade por até 6 meses a partir de sua criação, isto quer dizer que se a pessoa veio a seu site por uma campanha, mesmo que a campanha tenha terminado, 6 meses depois ainda você terá a identificação que o visitante veio por aquela campanha específica. A informação gravada pode ser modificada pelo _utm_nooverride, que já tratamos neste blog. Outro ponto é que este cookie pode ter o seu tempo de expiração modificado por pageTracker._setCookieTimeout(”tempo em segundos”)
  • _utmx – Utilizado pelo Google Website Optimizer - É utilizado para que o GWO possa identificar qual página o visitante recebeu durante um teste A/B, A/B/n ou Multivariável, para que durante o teste ele sempre receba a mesma página e não uma outra variação. Este cookie se mantém ativo por até 2 anos.
Existem casos em que é necessário o uso de multiplos do Google Analytics em suas páginas, neste caso eles irão compartilhar o mesmo conjunto de cookies. Lembrando que este tipo de situação não é recomendada.
Formato dos cookies do Google
Os campos dos cookies são delimitados por “.”, assim temos:
  • _utma – Código do dominio.ID do visitante.tempo inicial da visita.numero de vezes que visitou o site
  • _utmb – Código da sessão
  • _utmc – Código da sessão
  • _utmv – ID do visitante.Segmento que você escolheu
  • _utmx – Variação do conteudo.Sessão
  • _utmz – ID do visitante. xxx . xxx. x.utmcsr=origem da campanha|utmccn=nome da camapanha|utmcmd=meio da campanha|utmctr – palavras chaves da campanha|utmcct=conteúdo da campanha
Os dados da campanha são os mesmos que você especificou na ferramenta de tagging de campanhas do Google.
Até o próximo post!

Normalmente o Google Analytics reporta somente a última fonte dos acessos que não forem diretos. O que quer dizer isso, se o seu visitante primeiro veio ao seu site através de uma pesquisa com determinadas paravras chaves, o Google Analytics irá processar para o relatório de “Fontes de Tráfego” esta informação. Porém se esta mesma pessoa em sua visita posterior achar seu site através de uma pesquisa no Google, MSN ou no Yahoo, e efetuar uma conversão, uma compra por exemplo, o Google Analytics irá gravar esta última informação de fonte para esta pessoa e para esta conversão. Este é um dos motivos para que as informaçõs do Google Analytics não sejam idênticas ao do relatório do Google AdWords

Na prática se uma pessoa utilizar um mecanismo de busca com a palavra “xxxxxxx” e for ao seu site e depois buscar a palavra “yyyyyyyy” e retornar ao seu site, você só terá nos relatórios a conversão para a palavra chave “yyyyyyyy” e não para a palavra-chave original. Outros Web Analytics, possuem tanto a última fonte, como a fonte original de acesso ao seu site.

Mas o Google Analytics te permite que você trabalhe somente com a palavra-chave original ou a fonte original utilizando o utm_nooverride. Este parâmetro deve ser incluído na URL de destino da sua campanha, por exemplo você pode trocar o destino:

www.waconsulting.com.br

para

www.waconsulting.com.br?utm_nooverride=1

ou

www.waconsulting.com.br?parametro=abc&utm_nooverride=1.

Com isso você trabalhará na análise de sua campanha com a primeira palavra chave que originou a visita ao seu site. Lembrando que este método só afeta os dados no seu relatório do Google Analytics e não na sua campanha de Ad´Words por exemplo.

Até o próximo post!

Teste A/B e Multivariável

Em um mercado em constante mudança como o mercado de internet com mudanças tecnológicas e de comportamento das pessoas, é comum os profissionais de marketing ter uma quantidade enorme de idéias de como reagir a estas mudanças. Mas como saber qual a melhor maneira de fazê-lo? Qual a idéia que melhor se adéqua a um público específico? Qual o custo de errarmos? Como podemos melhorar a conversão de nosso site? Com estas dúvidas na mente de seus clientes, é que as empresas de Web Analytics entraram em um novo nicho, o de testes.

A WebTrends entrou neste mercado em dezembro de 2006 com a compra da ClickShift. Em setembro de 2007, por US$ 65 milhões, a Omniture adquiriu uma das líderes do mercado de testes A/B e multivariável, a Offermatica. Google criou o serviço Google Website Optimizer, que pode ser facilmente integrado ao Google Analytics. Além de outras soluções que continuam independentes como o SiteSpect.

Mas antes de usar esta ou qualquer um destes serviços, alguns devemos ter em mente alguns pontos:

·         Comece simples, tanto tecnicamente como projetos de fácil implementação

·         Planeje o que você irá fazer

          o   Objetivo – A hipótese que será testada

                             §  Qual email terá mais conversão?

                            §  Qual banner terá mais clique

                            §  Qual elemento devo mudar em minha página de entrada para gerar mais conversão?

                            §  Qual a variação de preço que devo usar e qual o potencial de compra desta oferta?

          o   Métricas que serão utilizadas

                            §  Taxa de conversão

                            §  Taxa de clique

          o   Sistema de Mensuração

                            §  Web Analytics

                            §  Ad´Server

          o   Período do Teste

          o   Métricas para referência

                            §  Quantidade atual de conversão

                            §  Média de cliques nas últimas campanhas

          o   Como será a análise estatística

          o   Tarefas a serem executadas e responsáveis

Agora é mãos a obra e ver os resultados?

Até o próximo post!