Web Analytics é uma disciplina necessária quando se trabalha em marketing online. É o que comprova se as suas iniciativas, campanhas ou projetos estão atingindo seus objetivos ou não. Com a ampla adoção e facilidade de utilização do Google Analytics, é fácil acreditar que com uma implementação simples, já estaremos no caminho certo. Isto é comumente encontrado em empresas que não têm um plano de análise e se utilizam dos dados exatamente como o GA os publica, sem questionar se a instalação esta correta, nem tentar entender o que está por trás dos dados coletados.  Assim, se certos princípios não forem respeitados, as métricas da Web podem estar facilmente distorcidas e nos conduzir a decisões erradas.

O responsável pela análise e disseminação das métricas web, deveria aderir aos seguintes princípios e diretrizes de Web Analytics para não incorrer em erros:

  1. Entrevistar os tomadores de decisão das empresas para entender seus objetivos e transformá-los nas métricas necessárias para que possamos atender  suas expectativas e exigências antes de lançar um novo site ou a partir de uma iniciativa Web Analytics;
  2. Revisar o seu websites a fundo para garantir que todas as páginas estão com o código do seu Web Analytics de forma adequada, fazendo com que os dados sejam coletados de maneira tão precisa quanto possível, criando assim um processo de auditoria contínua;
  3. Manter constante envolvimento em toda a evolução de um website como quando páginas novas são adicionadas ou atualizadas para ter certeza que elas sejam codificadas apropriadamente;
  4. Verificar sempre o porquê de qualquer pico repentino ou redução no tráfego ou atividades chaves;
  5. Investigar a causa de todo o tráfego ou atividade que gerem picos e reduções;
  6. Visitar o site que estou analisando para fornecer um contexto;
  7. Manter-se atualizado com todas as campanhas (off-line, promoções, marketing e publicidade) que possam afetar o tráfego site
  8. Não distribuir os relatórios de métricas web até que todos os problemas de inconsistência de dados sejam identificados;
  9. Fazer o melhor apenas para fornecer recomendações, baseadas nas métricas web, que gerem ações de melhoria;
  10. Não enviar dashboards para tomadores de decisão sem ser acompanhado de uma análise aprofundada;
  11. Não presumir que as demais pessoas possam analisar ou ver os dados da mesma maneira que eu;
  12. Segmentar os dados da melhor forma que puder para fornecer um contexto sobre as atividades no site;
  13. As métricas web devem ser distribuídas não somente para os executivos, mas para os criadores de conteúdo, designers e desenvolvedores web para ver o impacto do seu trabalho;
  14. Criar eventos internos sobre métricas web e fornecer materiais sobre a área para criar uma cultura dentro da empresa;
  15. Combinar os dados de Web Analytics com dados de outras fontes, como o CRM, pesquisas, call-center, mídias sociais, concorrência, mercado, TI, atendimento, entre outros, para ter uma visão mais clara dos acontecimentos;
  16. Lembrar sempre que a análise de sites é apenas parte da equação e para entender todo o quadro é necessário obter mais dados quantitativos e qualitativos;
  17. Teste, teste, e teste tudo novamente, seja A/B ou MVT;
  18. Mantenha-se sempre atualizado e melhore continuamente aprendendo com outros profissionais.

Algumas referências para se manter atualizado:

Este post foi originalmente escrito por Marc Bitanga – http://www.exclamationmarc.com/web-analytics/the-web-analytics-manifesto/ – e modificado, com autorização do autor, com mais informações pela WA Consulting.

Você gostaria de contribuir com mais algumas idéias? Deixe seus comentários.

Até o próximo post!  ;-)

Web Analytics – Métricas básicas

site_usageEntender as métricas básicas e suas definições dão uma perspectiva diferente para analisá-las.
Deve-se prestar mais atenção às seguintes:

  • Páginas Vistas (Pageviews) – As páginas só devem ser consideradas como vistas se estas forem totalmente mostradas aos visitantes, esta é uma das razões para se incluir as tags do Web Analytics no final da página. Outro motivo é caso a tag não consiga acessar o servidor se seu Web Analytics ou se ela estiver errada, isso pode gerar um erro e comprometer toda a programação Java que esteja na página.
  • Visita/Sessão (Visits/Sessions) – É contabilizada uma visita sempre que um visitante chega ao seu site. Esta visita se mantém até que ele finalize o browser, ou saia do site, ou ainda se ficar mais de 30 minutos sem nenhuma atividade. Nos Web Analytics que utilizam cookies de sessão, mesmo que o visitante retorne em menos de 30 minutos, esta será considerada uma nova visita. O mesmo não acontece com as ferramentas que contabilizam as visitas ou sessões através do user-agent (browser + sistema operacional) ou do IP, no caso das mais antigas.
  • Duração da Visita (Time Spent/Average Time) – As ferramentas de Web Analytics calculam o tempo de duração da visita da seguinte forma:
        Duração da Visita = Horário da última página vista – Horário da primeira página vista
    Como a última página não tem uma posterior para se calcular este horário, o tempo de permanência do visitante na última página vista é descartado.
    Exemplo: Se um visitante entra num blog, permanece 10 minutos lendo um texto e sai, este tempo não será contabilizado.
  • Taxa de Rejeição/Abandono (Bounce Rate) – Acontece sempre que o visitante entra no site, vê uma única página e sai. Esta situação é particularmente normal em Blogs, onde o visitante lê o último post e sai. Conforme explicado acima em “Duração da Visita”, todas as visitas com Bounce tem sua duração igual a zero.
  • Eventos (Events) – Antes do “boom” da Web 2.0, a métrica de interação do visitante com o site era a página vista (page view), mas com  o aparecimento de aplicativos, que permitem a interação com o visitante sem que isso signifique mudança da página, foi necessário a criação de uma métrica que refletisse esta interação, este é o evento.
  • Visitante Único (Unique Visitor) – Também conhecido como Browser Único (Unique Browser), termo tecnicamente mais preciso, porém menos utilizado no mercado.
    Esta métrica é das mais complicadas pois tem várias nuances. A primeira delas é que se o mesmo visitante acessar um site através de diversos browsers, é considerada como sendo um visitante diferente. Outro problema é que normalmente um computador é utilizado por várias pessoas na mesma casa, serviço ou em lan houses, neste caso todas as pessoas que acessam um mesmo site de um mesmo computador serão consideradas como um mesmo visitante único. Outro fato que afeta esta métrica é quando se apagam os cookies, uma vez que é o que define se o visitante já veio ao site e se é o mesmo (browser). Pesquisas realizadas nos EUA chegaram a valores acima de 30% de usuários que apagam seus cookies regularmente, fazendo com que o número de visitantes únicos aumente nestes casos.
  • Visitante Novo (New Visitor) – Indica a quantidade de visitantes que visitam o site pela primeira vez. Esta métrica é afetada quando os visitantes apagam os cookies do computador, pois mesmo que já tenham acessado o site, essa informação é perdida, uma vez que é o cookie o responsável por esta indicação.

O conhecimento das métricas é importante para que se possa analisar corretamente o comportamento do visitante, por isso foram destacadas as que mais criam discussões e dúvidas entre os profissionais da área.

Até o próximo post.

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Há muito a internet deixou de ser uma mídia de nicho, no Brasil somos mais de 60 milhões de pessoas que acessam a internet de seus lares, no trabalho, em lan-houses, na escola ou pelo celular. Estas pessoas conectadas estão lendo noticias, jogando, assistindo vídeos, escutando musicas, comprando e se relacionando com nossas marcas. E o que as empresas, donas destas marcas, estão fazendo? Procurando atrair as pessoas para seus sites ou comunidades através de campanhas mais marcantes, se posicionando em sites de busca, melhorando o visual de seus sites e procurando conversar com estas pessoas nas redes sociais.

Mas o que realmente funciona e onde devemos investir nossos recursos para ter um retorno melhor para nossas marcas? Aqui é que entra o ecossistema de métricas que chamamos de Web Analytics, e aqui não falo somente das ferramentas como o Google Analytics, Omniture, AT Internet, Coremetrics, WebTrends, ou qualquer outra, mas sim de todo o complexo mundo de medição e pesquisa que tivemos que criar para entender todas as pessoas que se relacionam com nossas empresas. Deixar de nos preocuparmos se a quantidade de visitantes aumentou ou se o tempo de permanência no site diminuiu, e sim ir além disso, procurando entender as nuances de cada tipo de público que queremos ter contato.

O que se vê hoje é uma preocupação com a aquisição de novos “visitantes” para que possamos conversar, não nos incomodando se é o público que queremos, se eles estão contentes com a experiência que tiveram com nossos web sites, se nossos processos facilitam ou não a vida destas pessoas, ou mesmo se estamos investindo nossos recursos nos locais certos e se estamos tendo retorno sobre este investimento feito. É como organizarmos uma festa e nos preocuparmos em chamar o maior numero de pessoas, sem nos arrumarmos para ter bebida, comida e lugar para todos, alguns, se não muitos, irão sair descontentes desta experiência e, sem dúvida, irão comentar isso com outras pessoas. Pronto, a marca, que por tantos anos fizemos um trabalho excepcional para estar na mente e no coração de nossos clientes, esta por um fio. E isso vale não somente para empresas que lidam com o consumidor final, mas também para organizações governamentais, organizações não-governamentais ou mesmo para empresas que se relacionam com outras empresas (B2B), afinal estes relacionamentos são feito por pessoas em nome de seus empregadores.

Mas o que temos nas mãos para que possamos melhorar nossos processos, entender nossos clientes e melhorar o retorno do investimento realizado? Temos um arsenal de serviços que podem nos auxiliar nesta tarefa cada dia mais difícil que é manter a sintonia com o comportamento do nosso consumidor que muda em períodos cada vez mais curtos.  Este arsenal conta com Pesquisas de painel como IBOPE Nielsen Online, comScore, AdPlanner e a HitWise; serviços de Ad´Serving, como Open AdStream, Atlas, Unicast, Google Double Click, Google Ad Manager, EyeBlaster ou AdMotion, que nos mostra como esta a nossa campanha de divulgação; serviços que acompanham nossas campanhas nos buscadores, como os fornecidos pelo Google, Yahoo, pelos próprios fornecedores de SW de Web Analytics, entre outros; e temos serviços de pesquisa que nos mostram o que ocorre com nossas marcas nas mídias sociais. Tudo isso somente para entendermos o que ocorre com os nossos clientes e nossa marca antes mesmo de uma visita ao nosso site.

Entender o que se passa em nosso site é outra história, mas estão intimamente relacionadas com a fase de aquisição, é entender mais do que a quantidade de páginas vistas, numero de visitantes ou métricas isoladas que não consegue nos mostrar uma visão que nos permita melhorar continuamente. Entender se estamos trazendo um público qualificado, o público que realmente queremos ter contato, e o que o motiva a nos procurar é somente o primeiro ponto a ser trabalhado.

Até o próximo post!

Ciclo de vida de um cliente

Quando fazemos a análise das métricas de um site, devemos ter em mente que é um processo, e como tal, não há um ponto final e sim um contínuo procedimento de medir, analisar os dados apresentados, testar novas soluções, aplicar as melhorias encontradas e começar tudo de novo.

métricas_ruy2Prova disso é a definição de web Analytics usada pela WAA (Web Analytics Association): “web Analytics é a medição, coleta, análise e a comunicação dos dados de internet com o propósito de compreender e otimizar o uso da web.”

Para essa análise, um dos processos utilizados busca entender o ciclo de vida dos nossos visitantes em relação ao nosso site. Esse processo é dividido em cinco fases:

Medindo alcance

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Métricas de alcance são usadas para entender os efeitos dos programas de marketing, para conseguir alcançar novos clientes e lembrar os antigos que ainda existimos. Esses números podem vir de várias fontes, como os adservers e sistemas de e-mail marketing.

Algumas métricas que podem ser analisadas são:

  • Abertura, taxa de rejeição e taxa de clique de e-mail. Determina a qualidade do esforço em email marketing;
  • Taxa de “bounce” de email. Indica necessidade de melhoria na base de dados de clientes;
    Impressões – mostra quantas vezes a campanha foi veiculada;
  • Taxa de cliques. Identifica quantas pessoas impactadas realmente se interessaram em visitar o site.

É interessante estudar essas taxas nos diversos veículos, canais dentro dos veículos e em cada palavra-chave para entender a performance de cada um deles.

Nessa análise é interessante verificar a performance atual com a de um período anterior para analisar a melhoria na condução das campanhas.

Medindo aquisição

Sem dúvida é mais fácil medir aquisição do que o alcance, já que essas métricas vêm somente de seu website. Esses números são importantes para ver de onde os clientes estão vindo e, combinada com métricas de conversão, possibilita verificar a qualidade desta aquisição.

  • Referrence. De onde vêm os visitantes;
  • Principais erros de acesso. Verificar os problemas que essas pessoas tiveram ao entrar no site;
  • Total de visitantes do site. Total de visitantes únicos;
  • Número de visitas. Indica quão bem está o trabalho de alcance e como está a aquisição de novos visitantes;
  • Número de novos visitantes. Indica as mudanças na audiência total;
  • Páginas de entrada. Por onde os visitantes entram (landing page);
  • Percentual de novos visitantes. Indica as mudanças na audiência total e como a publicidade está funcionando;
  • Média de visitas por visitante. Verifica se o consumo de conteúdo mantem-se e indiretamente mede a experiência do visitante;
  • Média de páginas por visita. Para entender as mudanças no comportamento que podem ocorrer ao atrair mais visitantes ao site;
  • Média de páginas por visitante. Mede o consumo além da página de entrada do site;
  • Custo por visitante. Quanto se investiu em marketing para atrair essas pessoas versus a quantidade de aquisições no período.

Medindo conversão

Aqui começamos a mostrar a importância do site para os visitantes, se estamos atraindo as pessoas certas e tendo o retorno do investimento. Quando falamos em conversão, não podemos deixar de lado a desistência dos consumidores em manter uma relação com a marca.

Algumas métricas e análises para medir a conversão:

  • Atividades. O que o nosso visitante fez antes da aquisição ou desistência e quais informações ele procurou;
  • Análise do funil de conversão. Quais os pontos em que nosso visitante desistiu de nosso site e qual o percentual final de conversão;
  • Taxa de conversão por campanha. Aqui é possível fazer ajustes finos na mensagem passada para o público, além de saber quais os veículos de mídia e canais trazem um público mais qualificado;
  • Custo de conversão. Análise do investimento realizado em campanhas e no próprio site contra a quantidade de pessoas convertidas;
  • ROI. Total das vendas pelo investimento total do site e das campanhas;
  • Percentagem de conversão para novos e antigos visitantes. Ajuda a entender melhor a efetividade das campanhas e programas de retenção de visitantes.

Essas informações mostram onde devemos fazer ajustes fino, seja nas campanhas, para atrair um público mais qualificado, ou para ajustes no próprio site.

É mais fazer esse tipo de análise em sites de comércio eletrônico já que a conversão se dá com a compra de um bem ou serviço. Se possível, faça a segmentação do seu público para ter mais detalhes do que funciona para um e outro grupo.

Medindo retenção e lealdade

Existem diversos motivos para julgar a retenção como uma das mais importantes métricas, principalmente porque manter os atuais clientes é mais barato que conseguir novos.

Alguns estudos mostram que custa de 5 a 10 vezes mais para atrair um cliente do que para retê-lo. Além disso, você tem somente de 20% a 40% de chance de conseguir que um cliente perdido retorne à sua empresa. Por isso retenção é a chave para o sucesso de uma empresa.

As métricas e análises que você pode usar:

  • Percentual de clientes que retornaram;
  • Percentual de clientes que retornam em relação a todos os visitantes;
  • Frequência de visitas dos clientes;
  • Frequência de visitas de clientes fiéis;
  • Visitas recentes;
  • Análise das atividades que fazem com que os visitantes retornem;
  • Páginas chave pesquisadas e conteúdos procurados dentro do site.

Conclusão

É importante saber que essas métricas e análises variam de empresa para empresa. Isso porque duas empresas não têm o mesmo objetivo estratégico, ou seja, essas análises são altamente dependentes do que a empresa quer de sua atuação digital.

Conforme já dito anteriormente, entender as fases do ciclo de vida de um cliente e suas motivações para interagir com a sua empresa é só o segundo passo do processo.

O trabalho é iniciado com a coleta dos dados. E no terceiro passo é onde são testadas as hipóteses levantadas na análise e, assim, poder melhorar e manter os clientes.

Até o próximo post!

- Este post também foi publicado no WebInsider.

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Uma nova facilidade do Google Analytics é a que permite que você faça anotações específicas para um determinado dia. Muito simples de usar, esta facilidade, já existente em vários Web Analytics, é interessante para que você possa ter um “bloco de memória” agregado aos seus gráficos quando estiver fazendo suas análises, trazendo mais inteligência para seus dados.

A idéia é colocar qualquer informação que saia do normal do seu site, mas não vale a pena colocar tudo o que ocorre com o site no período e sim o que pode influenciar, positiva ou negativamente, a visitação do seu site. Algumas idéias de notas podem ser:

  • Servidor fora do ar ou com problema
  • Inicio e fim de campanha
  • Criação de outra área do site ou hotsite
  • Redesign do site
  • Inauguração do novo site

Este é o vídeo que o Google disponibilizou sobre a nova facilidade:

Até o próximo post!