O Google anunciou neste dia 01 de outubro, no evento e-metrics e em seus canais oficiais (links no final do post), a sua mais nova ferramenta de gerenciamento de tags, já chamada de GTM.

Mas o que vem a ser o GTM?

A grosso modo, é uma ferramenta que através de um código único, um snippet assí­ncrono, que pouco diferente do GA, deve ser colocado após a abertura da tag “<“body”>”, tem como objetivo agregar diferentes tipos de tags de mensuração e marketing que usamos nos sites atualmente, facilitando controle, possíveis atualizações/manutenções, volume de javascripts soltos pelo site, influenciando consequentemente no tempo de carregamento, entre outros.

Primeiramente é preciso entender que o GTM não faz parte do Google Analytics, nem do Adwords e muito menos do DoubleClick.

Ele é outro produto que complementa os anteriores, mas não somente.

O que quero dizer é que esta é uma ferramenta independente, que visa sim, conectar os produtos Google, mas que pode ser utilizada com praticamente qualquer tipo de tag, com a única necessidade de se ter uma conta Google.

Vamos entender de forma prática como funciona esta nova ferramenta:

Aproveitando o gancho do assunto “conta”, ela possibilita trabalhar com níveis de acesso e permissões diferenciados, facilitando a distribuição de responsabilidades com nossos clientes internos e externos, sendo os seguintes:
* Sem acesso (No access)
* Somente Visualização (View only)
* Visualizar e Editar (View and Edit)
* Visualizar, Editar, Excluir e Publicar (View, Edit, Delet and Publish)

Permissao-de-usuario

Permissao-de-usuario

Mas vamos aprofundar um pouco no que encontramos na ferramenta e em um visão geral de como ela funciona.

Ela possui uma interface distinta, como já disse, que é acessada através do site do GTM e vai necessitar de um cadastro básico com dados de conta, domínio, etc, conforme imagem abaixo.

Criacao-da-conta

Ao completar o cadastro e aceitar os termos de uso, você já possui uma tag única, chamada de Container (nome bem adequado por sinal).

Criacao-do-container

Após isso você insere as tags que irá agregar, sendo que as do Google já vem com templates que facilitam o trabalho, sendo Adwords-Remarketing e Conversion, DoubleClick-Sales e Counter, e GA somente para o formato básico.

Além destas temos também a opção de tag HTML, que é a mais interessante, já que vocês poderão usar um snippet customizado do Google Analytics ou de outras ferramentas de web analytics (de tags), além da Tag de Imagem, que é similar a que o Google usa no GA, com um pixel invisível, que ao ser carregado leva as informações para os servidores de coleta.

Insercao-de-tags

Após selecionar sua tag, você cria Regras, que vão condicionar os disparos ou não das tags, como é o caso de tags de conversão, de remarketing ou de transação.

Depois de criadas as regras, você pode usar Macros para ajudar a popular com valores variáveis a coleta dos dados feitas pelos disparos de determinadas tags.

E além disso ainda contamos com a função de versionamento dos containers.

Isso quer dizer que efetuar alguma alteração, você pode gravar uma nova versão do container e caso ocorra algo errado, será possível retornar para a anterior, até localizar e corrigir o problema.

Como não poderia deixar de ter, naveguem e aproveitem a documentação do nosso novo “brinquedo” no link e aproveitem.

Post no blog do GA
Video Introducing Google Tag Manager

Flávio Silveira (:o)

Tagged with:
 

Multi-channel funnels

On 28/06/2012, in Dicas, Google Analytics, métricas, Web Analytics, by kleberforato

Apesar de não ser mais uma “novidade” no Google Analytics o multi-channel funnels ou funis multi canais é uma funcionalidade extremamente importante para a correta mensuração e cálculo do seu ROI. Mesmo assim muitos desconhecem essa funcionalidade ou simplesmente não sabem como aplicá-la em suas análises.

Neste artigo a idéia é fazer um overview sobre o multi-channel funnels e um exemplo de como ponderar suas conversões para um correto cálculo do ROI.

Detalhando a aba multi-channel funnels:

1. Overview

Selecione quantas fontes de tráfego quiser e veja qual o percentual de sobreposição entre elas, aqui a idéia é entender se está sendo válido o investimento nos diferentes veículos de sua campanha ou se existem canais atingindo o mesmo público (dependendo do seu objetivo isso pode ser bom)

art-imagem1

2. Assisted Conversions

Como na maior parte das segmentações realizadas dentro do Google Analytics, os funis multi canais também são calculados através de amostragem, ou seja, o cálculo se dá através de parte dos seus dados/informações.

As conversões assistidas são a quantidade de conversões que o GA mensurou/acompanhou. Para representar seus dados do multi-channel, ele apresenta não só a quantidade como a divisão por cada uma das fontes de tráfego.

art-imagem2

3. Top Conversion Paths

Entenda quais os “caminhos” mais frequentes para a conversão. A conversão efetiva é dada sempre pela última fonte, por exemplo:

No caso abaixo temos como o “caminho” mais frequente os visitantes que acessaram o site 2 vezes até a conversão, onde pela 1ª vez acessaram através da busca orgânica e na 2ª vez (onde existiu efetivamente a conversão) vieram através do tráfego direto.

art-imagem3

4. Time Lag

Tempo em dias que o visitante levou até efetivar a conversão desde seu 1º acesso.

art-imagem4

A variação da quantidade de dias para a decisão de compra depende de cada segmento e do valor envolvido.

5. Path Length

Quantidade de interações/ações que o visitante realizou até a conversão efetiva.

art-imagem5

A quantidade de ações/interações até a conversão depende do direcionamento da sua campanha, dos steps envolvidos até a conclusão da meta. Claro que ao “bater os olhos” a idéia de 1 interação = 1 conversão é muito bom, mas depende do que foi planejado.

Calculando o ROI

A idéia é bem simples mas para chegar em um ROI mais certeiro basta utilizar a função top conversion paths do relatório do multi-channel funnels e ponderar as fontes de tráfego de acordo com o seu posicionamento, dando peso a cada uma delas.

Por exemplo,  em um “caminho” que tenho 3 acessos de meu visitante até a conversão:

|PAID SEARCH >> DISPLAY CAMPAIGN >> DIRECT TRAFFIC|

Não é justo atribuir o valor da conversão apenas para o tráfego direto, pois o usuário foi impactado primeiramente pelos links patrocinados (busca paga), depois por uma campanha de mídia online (banner) e aí sim por sua vez acessou novamente (agora já decidido pela compra) através do tráfego direto (digitação de url).

Portanto o correto é atribuir pesos para cada uma das fontes/entradas, ou seja:

– Neste caso o 1º acesso teve a função de impacto/atração, onde darei peso 3;

– O 2º acesso teve caráter de consolidação/confiabilidade, peso 2;

– E o 3º acesso simplesmente foi o passo para a concretização de algo que foi decidido pelas duas primeiras etapas, peso 1;

imagem10

Converto o valor da minha venda/conversão x o valor de investimento (utilizando os pesos aplicados acima) e voilà, tenho um ROI muito mais próximo da realidade.

Espero que este artigo ajude vocês a entenderem melhor o uso do multi-channel funnels e como ter uma visão mais clara das campanhas e como se dá o processo de decisão dos usuários.

Até a próxima!

É assim, por mais que o tempo passe, as atualizações ocorram no Google Analytics, algumas funções caem em desuso, mas algumas necessidades permanecem.

Uma destas necessidades é manter um perfil do GA “limpo” da influência de acesso dos usuários que estão envolvidos na produção e manutenção do site.

Mas qual a razão de retirar estes dados da ferramenta? Alguém pode perguntar…

Eu digo claramente que é porque ninguém deve medir um site com influência de acessos que não refletem o comportamento do público, com pena de tomar decisões que não estão baseadas nas necessidades de quem acessa o site e, consequentemente, também do negócio.

Sabemos que isso pode ser feito facilmente com filtros pré-definidos ou até com os customizados, retirando-se os acessos de determinados ranges de IPs (sim os IPs ficam registrados nos cookies e são coletados pelo Google Analytics apesar de não termos um relatório específico com estes dados).

Filtro_IP_Predefinido

Filtro_IP_Customizado

Mas agora vem os problemas:

1) E se eu não tiver uma lista fixa de IPs? ou

2) E se eu trabalhar em/para uma empresa com unidades espalhadas por todo Brasil, sendo que diversos funcionários usam o site para determinadas consultas relativas as atividades de trabalho?

Nestes casos um filtro de IP começa a não fazer sentido, devido ao volume e diversidade de ranges ou até a não existência de um fixo.

Mas….existe uma solução não tão nova, que usa uma função que vem sendo substituída no Google Analytics, o _setVar, que servia para segmentar as pessoas no site, mas com uma limitação que é só trabalhar com um nível de agrupamento, o que foi otimizado com a nova chamada _setCustomVar, que trabalha com 5 níveis por usuário (fica a observação de que para clusterizar o público de um site é muito melhor usar a função nova ok?).

Mas por que eu não posso utilizar a nova função para isso?

Infelizmente só conseguimos aplicar um filtro em um perfil usando as informações “Definidas pelo usuário”, impossibilitando o uso da função nova para isso.

Mas vamos falar da parte prática: Como fazer isso?

1) Criar uma página de entrada, pela qual todos os usuários da empresa, em qualquer das unidades, sejam obrigados a passar para acessar o site (conforme ilustração);

Landing_Funcionarios

2) Nesta página vocês inserem dentro do GATC a função _setVar com o valor “Funcionario” por exemplo (conforme exemplo);

Tag_Landing_Funcionarios
3) Abra um novo perfil da sua propriedade, no qual você vai criar um filtro, excluindo as visitas com o valor “Definido pelo usuário” igual a “Funcionários”  (conforme exemplo).

Filtro_UserDefined

Pronto! Mais uma solução para um problema não previsto.

Ah, muita atenção porque como mencionado acima, esta função esta em desuso, porém funcionando (tenho aplicação recente dela em um cliente), mas como a intenção do Google é trocar uma por outra ACOMPANHEM, para se necessário encontrar uma outra saída.

Aqui vale ainda mais a máxima de que implementação de Web Analytics não pode ser feita só no começo de um site, precisa ser revisada e atualizada conforme as mudanças das ferramentas.

É isso, aproveitem (:o)

Flávio Silveira.

Tagged with:
 

Para quem não tem tempo ou disponibilidade para um curso presencial ou não mora em São Paulo, já estão abertas as inscrições para o curso de Google Analytics via EAD da WA Consulting em junho, participem!

Inscrições:

http://www.waconsulting.com.br/cursos/ga/inscricao.html

Tagged with:
 

A Faculdade Impacta de Tecnologia em São Paulo em parceria com a WA Consulting abre as inscrições para o curso de Métricas em julho… saiba mais e inscreva-se!

Análise: http://goo.gl/dIAHF

Implementação: http://goo.gl/pyY8p